Sankyo Techno: "Vamos criar um ambiente onde se possa trabalhar até os 70 anos"; Diretor executivo Asano da empresa de recursos humanos fala sobre a situação atual
"Desde que vim pela primeira vez, em 2015, já estive no Brasil 11 vezes", diz Osamu Asano (49 anos, natural de Aichi), diretor executivo da Sankyo Techno Staff Co., Ltd. (sede em Toyohashi, província de Aichi). Ele veio ao Brasil desta vez para realizar uma festa comemorativa dos 60 anos em um hotel na cidade de São Paulo no dia 4 de maio, entre outros objetivos. Exceto durante a pandemia, veio ao país todos os anos, realizando reuniões em várias regiões para transmitir às empresas parceiras as mais recentes informações do Japão. "Houve ocasiões em que vim ao Brasil três vezes em um ano", comenta.
A empresa realiza serviços de terceirização de mão de obra industrial, entre outros, e seus clientes abrangem uma ampla gama de setores: peças automotivas, equipamentos de escritório, indústria alimentícia e setor de serviços, estando atualmente fortalecendo sua estrutura para expansão nacional. A empresa mantém constantemente mais de 3.000 trabalhadores terceirizados nipo-brasileiros empregados, que trabalham principalmente em fábricas na região de Tokai. Antes da crise do Lehman Brothers (2008), chegaram a empregar cerca de 5.000 pessoas.
A empresa foi estabelecida em 1988. "Já somos gratos aos nikkeis há quase 40 anos. Os estagiários técnicos têm limitações nos tipos de trabalho que podem realizar, mas os nikkeis podem fazer qualquer tipo de trabalho. É verdade que há menos jovens nikkeis, mas queremos criar um ambiente onde eles possam trabalhar até cerca dos 70 anos", expressou suas aspirações.
"Nosso trabalho é preparar um ambiente onde esses nikkeis possam trabalhar confortavelmente e conectá-los com as empresas contratantes. Se souberem japonês, as opções de trabalho aumentam. Mas acreditamos que nosso trabalho é gerenciar e fornecer intérpretes para que possam trabalhar mesmo sem saber japonês", explica.
Entre os funcionários da empresa, há um número considerável de nikkeis que vivem no Japão há 30 anos. "Muitos constituíram família no Japão e compraram casas. São o grupo de residência permanente no Japão. A escassez de mão de obra no Japão tem alta probabilidade de se agravar ainda mais. Ou seja, a demanda por trabalhadores estrangeiros tende a aumentar ainda mais. Então, é necessário para o Japão que os nikkeis, que têm vistos adequados e podem trabalhar livremente, venham trabalhar e que preparemos um ambiente onde possam viver confortavelmente", expressou seu pensamento.
Contato da filial da empresa em São Paulo (11-3275-0124, empregonojapao@ sankyo-gr.com), endereço (praça da Liberdade, 130, conj. 97 - 9º andar, Liberdade, São Paulo)









