Obituário: Yoshikazu Murakami, vice-presidente do Centro Cultural Hiroshima do Brasil
O vice-presidente de longa data do Centro Cultural Hiroshima do Brasil (Hiroshima Kenjinkai), Yoshikazu Murakami, faleceu em sua residência no dia 16 (quinta-feira, ontem) de velhice. Segundo sua filha, "quando acordei pela manhã, meu pai já havia falecido na cama". O velório será realizado hoje, no dia 17, das 9h30 às 13h30, no Cerimonial Pacaembu (avenida Pacaembu, 1254), na cidade de São Paulo. A cerimônia de sétimo dia será realizado no Templo Nishi Honganji, mas a data e horário ainda não foram confirmados. Informaremos assim que tivermos mais detalhes.
Murakami nasceu em março de 1941 na Província de Hiroshima. Após concluir o ensino médio em março de 1960, emigrou a bordo do navio Santos Maru, convocado pela organização de imigração do governo japonês (Kaigai Iju Jigyodan) e pela associação Hiroshima Kenjinkai. Foi alocado como agricultor junto a membros da Cooperativa Agrícola de Cotia, junto com os Cotia seinen. Inicialmente trabalhou na região de Embu, em Pinheiro, em São Miguel Arcanjo, e posteriormente ingressou no comércio de produtos agrícolas em Maringá, no Paraná. De lá, foi designado como gerente de uma filial aberta a 160 quilômetros do interior, em Campina da Lagoa.
Posteriormente, mudou-se para a capital paulista e passou a administrar uma empresa de pintura de fachadas, atuando também como instrutor de vendas de seguros. Nunca esquecendo a gratidão por ter sido chamado, exerceu o cargo de dirigente no Hiroshima Kenjinkai desde 1965, sendo vice-presidente pelos últimos 30 anos aproximadamente. Além de continuar ativo como um dos poucos dirigentes da primeira geração, exercia também o cargo de vice-presidente da Associação de Amizade Liberdade (Liberdade Yukokai), participando ativamente de encontros com diplomatas japoneses e militares nipo-brasileiros em São Paulo e Brasília.
Em setembro do ano passado, sua esposa, Kotoji, também havia falecido repentinamente. Kotoji emigrou para o Brasil em dezembro de 1966 como noiva imigrante a bordo do navio Argentina Maru. A partir dos 40 anos, trabalhou junto ao marido na área comercial, atuando com equipamentos de saúde e planos médicos. Após o falecimento de sua esposa, sua saúde foi gradualmente se deteriorando.









