UT Suri-emu vai fortalecer apoio à carreira de brasileiros de origem japonesa, diz presidente
【De Tóquio】Ouvimos do presidente e CEO Nobuyuki Tsukui da UT Suri-emu (sede em Tóquio), empresa líder no emprego de estrangeiros centrado em nipo-brasileiros, sobre as perspectivas para apoio ao estabelecimento permanente e formação de carreira dos funcionários brasileiros residentes no Japão. Atualmente, sua empresa, que possui cerca de 2 mil funcionários, continua realizando contratações em larga escala de 1 mil a 2 mil funcionários terceirizados e subcontratados por ano.
O presidente Tsukui enfatiza que "as empresas não devem escolher os trabalhadores, mas sim se tornarem empresas escolhidas pelos trabalhadores". Uma das medidas simbólicas dessa filosofia é o "sistema de concessão de ações" aos funcionários, anunciado em agosto do ano passado. Foi iniciado um sistema em que os funcionários podem acumular pontos concedidos de acordo com seu desempenho de trabalho e trocá-los por ações reais em unidades de 100 ações.
Inicialmente, muitos funcionários ficaram perplexos, mas, através de atividades cuidadosas de divulgação em português, a sensação de que "é possível ter ações no Japão" se espalhou, e o número de pessoas satisfeitas está aumentando.
A empresa possui veteranos com mais de 20 anos de serviço, e o período médio de permanência é de cerca de 10 anos, ostentando uma alta taxa de retenção na indústria de terceirização. Nos locais de trabalho espalhados por todo o país, também se dedica ao apoio no aspecto humano, oferecendo culinária brasileira no refeitório da empresa. "Especialmente quando servimos feijão, todos ficam realmente felizes. É uma comida que demora para fazer em casa", diz Carlos Wakao, responsável pelo apoio aos nipo-brasileiros e que está no Japão há 18 anos.
Além disso, estrogonofe, milanesa, pastel, coxinha e outros pratos estão no cardápio. Estes não apenas agradam os funcionários brasileiros, mas também "servem como uma oportunidade para os funcionários japoneses se interessarem pela cultura brasileira, contribuindo para a ativação da comunicação no local de trabalho", comenta Miho Tanisaka, que está em seu oitavo ano no Japão.
Como desafios futuros, o presidente Tsukui menciona o apoio contínuo à educação em japonês e a apresentação de caminhos de carreira futuros. "Quero eliminar a imagem do passado de que 'estrangeiros trabalham por salários baixos'", e no futuro planeja expandir as opções de profissões não apenas nos locais de produção tradicionais, mas também em áreas como TI.
Estabelecerá um sistema no qual se pode obter salários altos de acordo com as habilidades e comunicará às grandes empresas o alto potencial dos nipo-brasileiros. "Além do apoio natural com moradia e alimentação, é essencial que se possa ver a carreira futura para que estabeleçam residência permanente no Japão e tenham uma atuação duradoura", declarou o presidente Tsukai.









