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Encontrando mulheres da imigração da Amazônia (6) Tomé-Açu: Mantendo a herança da língua japonesa: Sra. Hitomi Wada

03/04/2026

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 Ao visitar Tomé-Açu, o que primeiro nos surpreende é o som do idioma japonês que se ouve por toda a cidade. Não apenas entre os isseis e os nisseis, mas, comparado a outras colônias de imigrantes, o nível de compreensão do japonês entre os jovens sanseis e yonseis é notavelmente alto. Por trás disso está o trabalho incansável da Escola de Língua Japonesa de Tomé-Açu, que tem mantido acesa a chama da língua e da cultura japonesas dentro da Associação Cultural e Fomento Agrícola de Tomé-Açu. A história dessa instituição de ensino, que nasceu no início da colonização, conta já com impressionantes 96 anos.

 "Quero que a escola seja não apenas um lugar para aprender, mas também para brincar e se divertir", diz a diretora Neuza Hitomi Hashimoto Wada (44), que também foi uma das pessoas que aprenderam sobre a fascinação da língua japonesa nesta mesma sala de aula. Atualmente, 50 crianças nikkeis frequentam as aulas, além de 12 estudantes não-nikkeis que nutrem admiração pela cultura japonesa. As saudações e etiquetas que antes faziam parte naturalmente da convivência familiar estão sendo perdidas com a mudança de gerações.

 Agora a escola assume esse importante papel, ensinando pacientemente desde o alfabeto romano aos estudantes não-nikkeis. Para que as crianças possam compartilhar assuntos com os pais quando voltam para casa, os professores enviam vídeos das aulas e cantigas infantis para os responsáveis através do aplicativo de comunicação WhatsApp - uma adaptação moderna que se destaca.

 Excursões, festivais esportivos, concursos de histórias e oficinas de origami - a organização dos eventos sazonais é centralizada pelos três professores, mas pessoas mais velhas e ex-alunos naturalmente vêm ajudar. Essa calorosa solidariedade que transcende gerações eleva silenciosamente, mas com força, a motivação de aprendizado das crianças.

 Por outro lado, as ondas de mudança também chegam implacavelmente. Nos últimos anos, aumentaram as crianças que se dedicam a atividades como inglês, karatê e futebol, e não são poucos os estudantes que mostram cansaço na sala de aula. Há crianças que perdem o sentido de aprender e largam o pincel. Se devemos continuar a proteger o ensino da língua japonesa como "preservação das raízes" ou se devemos mudar o rumo para "educação de língua estrangeira" - essa forma de ser está agora em um grande ponto de inflexão.

 Após se formar no ensino médio, Wada deixou Tomé-Açu uma vez e foi para o Japão como dekassegui em 1999. Lá se casou, teve uma filha e retornou ao Brasil. Depois do divórcio, visitou o Japão novamente. "Fui e vim entre o Japão e o Brasil. Uma vida um pouco complicada", diz sorrindo com timidez.

 Depois de retornar ao Brasil em 2010, criou raízes profundas em sua terra natal e, a partir de 2011, passou a lecionar na sua antiga escola, aproveitando sua fluência em japonês. Desde 2017, como diretora, tem a responsabilidade de dirigir essa tradicional instituição de ensino.

 "A cultura japonesa é divertida" - enquanto esse sentimento puro continuar sendo transmitido para a próxima geração, a história dessa instituição de ensino envolvida pela rica vegetação da Amazônia certamente continuará. (Continua, repórter Shimada Rina)


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